Em 3 anos eu perdi tanta coisa. Perdi parentes, perdi amigos, perdi animais de estimação. E durante todo esse tempo, eu ignorei a dor; guardei dentro de mim todo o sofrimento. Mas hoje, depois de tantas perdas, eu acho que não suporto mais.
A saudade que fica do que se foi, a dor da ausência e aquele sentimento triste e pesado de que eles não voltam mais, estão tornando minha vida tão pesada e é tão difícil caminhar. Por noites esse sentimento vem sendo mais forte do que posso aguentar, e nem posso contar as lágrimas.
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Já nem sei qual caminho tomar, à quem pedir ajuda. Aqueles que me davam forças e me levantavam quando eu caia, não estão mais aqui, eu os perdi. Não sei onde encontrar forças. Já pedi a Deus, mas ele parece me ignorar.
Até quando conseguirei suportar? Resta-me tão pouca força. Às vezes eu gostaria de me perder também. Partir, ir com quem se foi. Mas não resta mais nada do que apenas um coração vazio, que costumava ver dias claros; hoje há apenas dias cinzas.
Já não basta tanta dor? Se pelo menos eu pudesse encontrar um abrigo por esse caminho, onde pudesse me isolar de toda a dor. Se pudesse encontrar a cura para meu coração quebrado. A esperança de que eu preciso para continuar.
A cada acordar eu só consigo pensar: “Hoje será mais um dia triste e cinza. Até quando passarei por tudo isso?”. Eu gostaria de saber o que eu fiz para merecer tanta dor. Eu poderia consertar o erro se eu soubesse qual é.
Agora, quem pode me ajudar? Quem pode me segurar de novo enquanto estou caindo? Quem me perguntará se está tudo bem, e se importará com a resposta? Quem poderá me desafogar? Quem quererá fazer meu dia negro ficar colorido?
Eu desaprendi a respirar, a estar de pé. Me esqueci o que é felicidade. Não sei mais como é ter alguém que no fim do dia, me pergunte “como foi seu dia?”. Talvez eu possa melhorar, se existir alguém que possa me ajudar. Se é que há alguém que possa me ajudar.
© Antônio Reis

Em 3 anos eu perdi tanta coisa. Perdi parentes, perdi amigos, perdi animais de estimação. E durante todo esse tempo, eu ignorei a dor; guardei dentro de mim todo o sofrimento. Mas hoje, depois de tantas perdas, eu acho que não suporto mais.

A saudade que fica do que se foi, a dor da ausência e aquele sentimento triste e pesado de que eles não voltam mais, estão tornando minha vida tão pesada e é tão difícil caminhar. Por noites esse sentimento vem sendo mais forte do que posso aguentar, e nem posso contar as lágrimas.

Já nem sei qual caminho tomar, à quem pedir ajuda. Aqueles que me davam forças e me levantavam quando eu caia, não estão mais aqui, eu os perdi. Não sei onde encontrar forças. Já pedi a Deus, mas ele parece me ignorar.

Até quando conseguirei suportar? Resta-me tão pouca força. Às vezes eu gostaria de me perder também. Partir, ir com quem se foi. Mas não resta mais nada do que apenas um coração vazio, que costumava ver dias claros; hoje há apenas dias cinzas.

Já não basta tanta dor? Se pelo menos eu pudesse encontrar um abrigo por esse caminho, onde pudesse me isolar de toda a dor. Se pudesse encontrar a cura para meu coração quebrado. A esperança de que eu preciso para continuar.

A cada acordar eu só consigo pensar: “Hoje será mais um dia triste e cinza. Até quando passarei por tudo isso?”. Eu gostaria de saber o que eu fiz para merecer tanta dor. Eu poderia consertar o erro se eu soubesse qual é.

Agora, quem pode me ajudar? Quem pode me segurar de novo enquanto estou caindo? Quem me perguntará se está tudo bem, e se importará com a resposta? Quem poderá me desafogar? Quem quererá fazer meu dia negro ficar colorido?

Eu desaprendi a respirar, a estar de pé. Me esqueci o que é felicidade. Não sei mais como é ter alguém que no fim do dia, me pergunte “como foi seu dia?”. Talvez eu possa melhorar, se existir alguém que possa me ajudar. Se é que há alguém que possa me ajudar.

© Antônio Reis