Você se foi assim como chegou: de repente. Minha dor é grande por não poder voltar a te ver; e em cima dessa tumba fria, choro todas as minhas dores. Por que tinha que ser assim? Por que o destino tinha que tirar você de mim? O que farei agora que você não está mais aqui? Já não posso deixar de relembrar todos os momentos que passamos juntos, enquanto você ainda estava aqui comigo.
Nessa ponte, onde era nosso ponto de encontro, fico olhando o mar e relembrando tudo o que nos aconteceu. Os dias passam tão devagar, e a dor de sua ausência me mata a cada dia. Não pude acreditar que há poucos dias, eu via morto ali no chão, você. Eu só pude ouvir de você as últimas palavras: “Hoje me dei conta do tempo que perdi discutindo contigo, ao invés de dizer todo tempo que te amo”. Essas palavras me massacram hoje; poderíamos ser tão felizes no futuro, mas o destino te arrancou de mim do pior jeito possível.
Eu vi os bombeiros levando seu corpo já sem vida, e no enterro, só pude lhe dar um último beijo, o da despedida. Seu sangue esteve nas minhas mãos, e esse será um dia que jamais irei esquecer, por mais que eu queira. As flores já secaram, e meu poema se acabou. O que um dia foi amor, na amargura se perdeu.
© Antônio Reis

Você se foi assim como chegou: de repente. Minha dor é grande por não poder voltar a te ver; e em cima dessa tumba fria, choro todas as minhas dores. Por que tinha que ser assim? Por que o destino tinha que tirar você de mim? O que farei agora que você não está mais aqui? Já não posso deixar de relembrar todos os momentos que passamos juntos, enquanto você ainda estava aqui comigo.

Nessa ponte, onde era nosso ponto de encontro, fico olhando o mar e relembrando tudo o que nos aconteceu. Os dias passam tão devagar, e a dor de sua ausência me mata a cada dia. Não pude acreditar que há poucos dias, eu via morto ali no chão, você. Eu só pude ouvir de você as últimas palavras: “Hoje me dei conta do tempo que perdi discutindo contigo, ao invés de dizer todo tempo que te amo”. Essas palavras me massacram hoje; poderíamos ser tão felizes no futuro, mas o destino te arrancou de mim do pior jeito possível.

Eu vi os bombeiros levando seu corpo já sem vida, e no enterro, só pude lhe dar um último beijo, o da despedida. Seu sangue esteve nas minhas mãos, e esse será um dia que jamais irei esquecer, por mais que eu queira. As flores já secaram, e meu poema se acabou. O que um dia foi amor, na amargura se perdeu.

© Antônio Reis