Realidade Brasileira

Infelizmente é mais fácil construir uma ponte do que transformar uma cultura. E pior ainda é saber que nem uma ponte bem feita sabemos ou queremos fazer.

O brasileiro é emotivo, do estilo pouco racional. Suas decisões são completamente pautadas em uma ideologia implantada com a copa de 70. Para agravar este quadro, lidamos uns com os outros na política como se briga por um time de futebol. Quantas vezes observamos pessoas que nem sequer conhecem um país desenvolvido e falam que o Brasil é melhor. Óbvio que não existe um paraíso aqui na terra, um lugar onde tudo é perfeito, mas convenhamos que o Brasil poderia ser muito melhor do que é. Pior é aquele que diz: “Aqui não tem terremoto! Não tem guerra e nem tornado e tudo que se planta dá!”. Bom, sinto informar que não é só o terremoto que tira a vida das pessoas, e digo mais, morre mais gente proporcionalmente aqui pela violência do que em terremotos no Japão ou no Chile. Sabe, eu entendo a natureza, ela é assim e se você como ser humano ainda acha que pode vencer a natureza, está completamente enganado. Devemos respeitar e nos adaptar a ela.

Agora, quem entende a lei da violência humana? A lei do ônibus e do metrô lotado de pessoas tratadas como se fossem gados? A lei dos hospitais abandonados e de pessoas morrendo nos corredores? A lei da péssima educação nas escolas? A lei do salário mínimo que deveria ser para uma família de quatro pessoas e que somente dá para duas cestas básicas em São Paulo? Ou você se alimenta e se veste, ou se alimenta e estuda.

Muitos brasileiros trabalham uma vida toda duramente, e quando se aposentam, passam necessidade com o que ganham. O brasileiro quando muito, fica feliz pela casa sem reboco que arduamente conseguiu construir ao longo de anos de trabalho suado.

Você sabia que casa nos EUA se compra com juros próximos ao zero? E a casa é sempre completa, viu! Casa inacabada é uma dura realidade brasileira, pois para construir e reformar no Brasil, tem que ser muito forte, paciente e determinado pois além de caro, é demorado.

Se o povo brasileiro já provou que é trabalhador, então como somos tão pobres enquanto povo?

Esbarramos novamente em questões ideológicas. Nossos produtos são caros porque nossa indústria é bombardeada de impostos da mesma forma que eu e você quando compramos um produto. Imposto sobre imposto, os custos aqui são elevados.

E no ramo de serviços? Além dos impostos temos contribuições trabalhistas que afetam diretamente o custo.

Para cada colaborador, a empresa paga sempre no mínimo um outro salário ao governo. Por que o governo fica com este salário do trabalhador? Se não fosse tão caro contratar e demitir, teríamos salários maiores, uma taxa de desemprego muito menor e um preço final do produto muito menor.

Esta é a formula americana. O custo dever ser baixo! Produza muito que o preço cai! Não onere quem dá emprego e produz serviços que o trabalhador consome.

Se o governo americano cobrasse o que cobra o governo no Brasil de tributos, logo as coisas iriam encarecer. Se somássemos ainda a isso os encargos trabalhistas do Brasil, os produtos americanos custariam o mesmo que aqui ou até mais.

No comércio exterior, existe uma conta que já foi apelidada de “custo brasil”, de tão manjado que isto é! Este cálculo é aplicado na hora de se exportar um produto brasileiro. O governo, para exportar, permite tirar este “custo” do produto.

Quando for ao supermercado no Brasil, lembre-se também que este produto que você comprou foi transportado por caminhão. Você sabia que mais caro que o caminhão só se for de avião? Pois é! Isto está no preço do produto. Nos EUA tem caminhão, mas ele não é o principal modo de transporte de mercadoria, aliás, ele só é usado para viagens muito específicas ou de curtas distâncias. Lá ao contrário daqui, se usa a “cabeça”, vai de trem que é muito mais barato.

Fábio F. Ghetler


Dói meu coração quando eu entendo. Dói saber que quem eu quero tem dono. Que sofro contra meus próprios sentimentos. Sei que meu coração me trai. Sei que sou culpado e não quero ser.
Por que será que eu me apaixono por quem não irá se apaixonar por mim? Por que será que quando encontro um grande amor, é sempre muito tarde? Por que será que às vezes eu sou um pouco cruel com meu destino? Por que será que quando amo eu erro de caminho?
Me dói saber que somos apenas amigos, dói ter que compartilhar tudo contigo. E às vezes com olhares, eu te digo tudo o que sente o coração que levo dentro de mim.

Dói meu coração quando eu entendo. Dói saber que quem eu quero tem dono. Que sofro contra meus próprios sentimentos. Sei que meu coração me trai. Sei que sou culpado e não quero ser.

Por que será que eu me apaixono por quem não irá se apaixonar por mim? Por que será que quando encontro um grande amor, é sempre muito tarde? Por que será que às vezes eu sou um pouco cruel com meu destino? Por que será que quando amo eu erro de caminho?

Me dói saber que somos apenas amigos, dói ter que compartilhar tudo contigo. E às vezes com olhares, eu te digo tudo o que sente o coração que levo dentro de mim.

(Fonte: antonioreis)


Cada um é livre para pensar e viver do jeito que bem entender. Se te faz feliz, siga. É errado? Apenas a sua mente dará a resposta para isso. Os olhos dos outros não são os seus. Só não tire, de forma alguma, a liberdade de alguém por causa daquilo em que você acredita.
© Antônio Reis

Cada um é livre para pensar e viver do jeito que bem entender. Se te faz feliz, siga. É errado? Apenas a sua mente dará a resposta para isso. Os olhos dos outros não são os seus. Só não tire, de forma alguma, a liberdade de alguém por causa daquilo em que você acredita.

© Antônio Reis


Então você se vai, sai pela porta sem dizer quando irá voltar, e lágrimas escorrem por minha face como se nunca mais fossem parar. E meu coração bate forte, e um sentimento forte prende minha respiração, e então eu começo a sentir a dor que sua falta me causa. E cada momento se torna uma eternidade sem você.
E o que eu não faria para ir aonde você vai, estar onde você está. O que eu não daria para te ter sempre por perto; acordar de manhã com você do meu lado; sentir seu cheiro, sentir seu abraço. Mas agora só me resta passar meus dias esperando pela sua volta. Sua demorada volta.
© Antônio Reis

Então você se vai, sai pela porta sem dizer quando irá voltar, e lágrimas escorrem por minha face como se nunca mais fossem parar. E meu coração bate forte, e um sentimento forte prende minha respiração, e então eu começo a sentir a dor que sua falta me causa. E cada momento se torna uma eternidade sem você.

E o que eu não faria para ir aonde você vai, estar onde você está. O que eu não daria para te ter sempre por perto; acordar de manhã com você do meu lado; sentir seu cheiro, sentir seu abraço. Mas agora só me resta passar meus dias esperando pela sua volta. Sua demorada volta.

© Antônio Reis


Pensar, não quero pensar, contudo não deixo de fazê-lo. Penso em tudo, em como esse tudo se torna nada e em nada penso. Mas pensar em nada é pensar em algo e eu não quero pensar. Fecho os olhos para não fazê-lo, fechando as cortinas.
Não quero saber o que se passa lá fora, se o sol sai ou se oculta. Se na rua passa gente ou ratos; não há diferença. Só é apenas uma contínua rotina, dormir, acordar. A maldita, obstinada e vazia rotina de viver.
O ânimo me abandona, me custa levantar um dedo, não obstante ordeno-o, mas meu corpo já não tem vontade. Ou será a vontade que esqueceu meu corpo? Ainda sinto-o, e dói, me tortura cada partícula. E é o único que noto, porque já não percebo nada dentro.
Carrego um vazio interno, meu amigo íntimo é um buraco coberto por uma martirizante concha gelada que envolvo em roupa suja. Não tenho força para levantar meu corpo. Como, se está desocupado? Me pesa como uma condenação, nada move-o, já não sinto fome, vontades, cheiros, só é pele, carne e ossos.
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Não sei para que se vive, não há um porquê. Me pedem que eu sacuda-o, que lave-o, que guie-o a ver a vida, mas os que me falam não sabem olhar, não compreendem nada, nem nada quero que compreendam. De igual forma dizem que devo buscar dentro. Já o fiz, e ausência encontrei.
Me falam de fé em Deus, que a Ele me sujeite. Creio que deve ser como meu interior, não posso vê-lo, não existe. Me abandonou deixando-me apenas ossos. Já a nada me apego. Insistem que devo respeitar a vida que me foi dada. Como fazê-lo, se só tem vida minha carne e esta unicamente me dá dor? Então se ele me a deu, a ele a devolvo, que a leve, não a necessito.
Esperança? Sim, algo espero e é a morte deste corpo. Que venha logo; eu tirarei as últimas forças que me restam para abraçá-la e deixar de um lado essa sensação de que tudo é um sonho, no qual nada penso. Não há realidade mais real, nem certeza mais certa que a morte.
Não te deixes vencer! Mas rendido estou, esquecido também. Em tudo eu fracassei e para mim o tudo é nada e isso é pior, porque o fracasso depende de algo e eu não tenho nada, não sou nada, e se eu o sou, me cansei de ser amargura, que só isso sou. Ninguém me faz falta e a ninguém faço falta eu. Não haveria diferença se um dia desaparece debaixo da terra meu corpo. Simplesmente seria pele, carne e ossos.
Não sente medo da morte? Me perguntam. Eu não sinto, já estou morto, só que ainda não me enterraram.
Antônio Reis

Pensar, não quero pensar, contudo não deixo de fazê-lo. Penso em tudo, em como esse tudo se torna nada e em nada penso. Mas pensar em nada é pensar em algo e eu não quero pensar. Fecho os olhos para não fazê-lo, fechando as cortinas.

Não quero saber o que se passa lá fora, se o sol sai ou se oculta. Se na rua passa gente ou ratos; não há diferença. Só é apenas uma contínua rotina, dormir, acordar. A maldita, obstinada e vazia rotina de viver.

O ânimo me abandona, me custa levantar um dedo, não obstante ordeno-o, mas meu corpo já não tem vontade. Ou será a vontade que esqueceu meu corpo? Ainda sinto-o, e dói, me tortura cada partícula. E é o único que noto, porque já não percebo nada dentro.

Carrego um vazio interno, meu amigo íntimo é um buraco coberto por uma martirizante concha gelada que envolvo em roupa suja. Não tenho força para levantar meu corpo. Como, se está desocupado? Me pesa como uma condenação, nada move-o, já não sinto fome, vontades, cheiros, só é pele, carne e ossos.

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Acho que nosso maior erro foi forçar um sentimento que não mais existia. Vendo as coisas acontecerem, já dava para perceber que não havia mais o que resgatar. Nosso amor foi para o fundo do poço, e ninguém foi capaz de mergulhar para salvá-lo.
Nosso amor se perdeu entre linhas e rabiscos. Ele que um dia já foi colorido, hoje é apenas uma foto em preto e branco. Desde o começo nosso amor já não era, dava para perceber. De longe amigos me diziam que não iria para frente. E não foi.
Talvez tenhamos errado em aceitar as coisas do jeito que elas aconteciam. Se tivéssemos feito algo a respeito, não estaríamos hoje aqui com pedaços de lembranças nas mãos. Mas éramos jovens demais, talvez esse tenha sido o problema. Mas sempre ouvi dizer que durante a juventude é que o amor é verdadeiro.
Numa casa onde antes havia alegria e sorrisos, hoje restam apenas escombros de velhos sonhos. Dizíamos que nosso amor era o maior do mundo, mas foi menor do que nossa indiferença. E não diga que eu não avisei. Desde o começo eu disse que havia algo errado. E hoje vemos que eu estava certo. E percebi com isso, que o que o amor tem de lindo, ele tem de frágil.
© Antônio Reis

Acho que nosso maior erro foi forçar um sentimento que não mais existia. Vendo as coisas acontecerem, já dava para perceber que não havia mais o que resgatar. Nosso amor foi para o fundo do poço, e ninguém foi capaz de mergulhar para salvá-lo.

Nosso amor se perdeu entre linhas e rabiscos. Ele que um dia já foi colorido, hoje é apenas uma foto em preto e branco. Desde o começo nosso amor já não era, dava para perceber. De longe amigos me diziam que não iria para frente. E não foi.

Talvez tenhamos errado em aceitar as coisas do jeito que elas aconteciam. Se tivéssemos feito algo a respeito, não estaríamos hoje aqui com pedaços de lembranças nas mãos. Mas éramos jovens demais, talvez esse tenha sido o problema. Mas sempre ouvi dizer que durante a juventude é que o amor é verdadeiro.

Numa casa onde antes havia alegria e sorrisos, hoje restam apenas escombros de velhos sonhos. Dizíamos que nosso amor era o maior do mundo, mas foi menor do que nossa indiferença. E não diga que eu não avisei. Desde o começo eu disse que havia algo errado. E hoje vemos que eu estava certo. E percebi com isso, que o que o amor tem de lindo, ele tem de frágil.

© Antônio Reis